Há um mundo pavoroso, em que todos os dias as piores torturas físicas imagináveis são praticadas contra crianças, não raro dentro de casa – e também não raro, divulgadas em redes sociais¹.
Ainda no mundo da patologia das redes, não falta quem submeta os filhos à rotina de tudo registrar, porque esse é um mundo em que ser visto, não importa por quem e por quê, pode ser sinônimo de dinheiro. O abalo emocional e o consentimento da criança ficam para depois², em outro mundo.
De um lado bem mais concreto desse mesmo mundo, mães que criam os filhos sozinhas ensinam a criança de 6 anos a preparar o almoço para a de 4 – porque precisam do trabalho que paga cada vez menos³.
Lidar com esses mundos demanda formação educacional – a melhor forma de proteção não só contra os males que nos cercam, mas contra as nossas próprias dificuldades.
Mas, para tal, é preciso que haja frequência à escola – e assusta saber que ainda estamos em um mundo no qual jovens deixam o ensino porque, não tendo aprendido o que deveriam quando crianças (e não tendo feito parte de um programa que atentasse para elas), passaram a ver a escola como um lugar de vergonha, constrangimento e rejeição⁴.
Esse é o mundo que nosso Coletivo, com seu programa de contraturno, pretende construir: o mundo da inclusão e do respeito.