Há uma intuitiva percepção de que uma alimentação melhor teria por consequência impactar positivamente na saúde daquela população.
Agora, um estudo pioneiro indica que o que era intuitivo, na verdade, se confirmou na realidade: um dos efeitos do Bolsa Família, principalmente entre as famílias de maior vulnerabilidade, foi diminuir internações hospitalares – e, portanto, os gastos do SUS¹.
Em termos sociais, segurança alimentar é bem mais do que um prato cheio: é um leito ocupado a menos nos hospitais públicos.
Sai ano, entra ano, descem os preços do alimentos, sobe a inflação da comida (como vemos agora²), e nosso Coletivo continua firme no propósito de levar apoio a quem mais precisa: mães que estão sozinhas, não raro com crianças pequenas.
Diferentemente de quem deixa para depois responsabilidades financeiras e legais, mães solo lidam com a urgência de quem não pode esperar: a urgência de uma pequena vida que depende de outra. Não é por outra razão que mulheres, no geral, estão bem mais preocupadas com sua situação financeira e seu próprio esgotamento mental³.
Propiciar uma melhora na segurança alimentar de mães solo, portanto, é realmente apoiar quem mais necessita – e quanto mais o apoio chega a quem está mais vulnerável, maior impacto ele terá.
Aqui, tratamos também da nossa própria saúde.
Thaís Cassapian